Descoberto por acaso em 1972, o sítio arqueológico de Varna, na Bulgária, guarda mais de 3 mil artefatos de ouro datados entre 4600 e 4300 a.C. O achado não apenas reúne as joias mais antigas já encontradas, como também oferece pistas sobre desigualdade social, poder e simbolismo na pré-história europeia.
Ouro milenar
Datados entre 4600 e 4300 a.C., os artefatos antecedem em milénios boa parte das civilizações clássicas frequentemente associadas ao trabalho em metais preciosos, como egípcios e mesopotâmios. Ao todo, foram encontrados mais de 3 mil objetos de ouro distribuídos em cerca de 300 sepultamentos, totalizando aproximadamente 6 quilos do metal. O conjunto inclui colares, braceletes, brincos, pingentes, pequenas placas costuradas às roupas e adornos cerimoniais.
A descoberta lançou nova luz sobre a chamada cultura de Varna, uma sociedade calcolítica que floresceu no nordeste da atual Bulgária há cerca de 6,5 mil anos. O sítio funerário passou a ser visto como um marco para o estudo das primeiras formas de organização social complexa na Europa pré-histórica.
Entre todos os túmulos escavados, um se destaca de maneira extraordinária: a chamada Sepultura 43. Sozinha, ela concentrava cerca de um terço de todo o ouro encontrado no cemitério. No local, arqueólogos identificaram os restos mortais de um homem com mais de 60 anos no momento da morte — uma idade avançada para o período — enterrado com um impressionante aparato funerário.
Fonte: Aventuras na história

